Vitor Mury
Aluno aprovado em 9° na Sefaz ES
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Agendar conversa gratuitaOlá, colegas concurseiros!
Me chamo Vitor Mury e contarei aqui um pouco da minha trajetória até ser aprovado dentro das vagas no concurso de Auditor Fiscal da Sefaz-ES. Iniciei meus estudos para área fiscal em 2016. Era engenheiro por formação e tinha acabado de fazer uma prova para ANP. Estudei cerca de 1 mês após o edital e, obviamente, não foi suficiente. Foi um concurso bastante concorrido, sobretudo pelo momento em que o país passava, com muitos colegas da engenharia disputando pouquíssimas vagas. Entretanto, de alguma forma havia ficado satisfeito com meu desempenho. Nunca fui um aluno exemplar e, com tão pouco tempo de estudo, estudando literalmente por meio de uma apostila ‘’tudo em um” de banca de jornal, consegui alcançar uma nota razoável. Isso me deixou animado.
Nessa época, acompanhava algumas postagens de um colega de escola, o Fabrício Massena. Ele já era Auditor no RJ e fazia parte da equipe de Consultores da LS. Como o conhecia e sabia de sua trajetória de excelência nos estudos (o cara é fera desde garoto! rs), fui falar com ele para saber mais sobre o mundo dos concursos e um pouco mais do projeto da LS. Fizemos uma chamada onde ele me apresentou a área fiscal. Falou dos cargos, da remuneração, da experiência de ser aprovado etc. Escutei atentamente e fui ficando animado. Confesso que ainda estava meio em dúvida, pois eu estava falando com um cara que, como disse, sempre foi bom nos estudos e, mais uma vez, eu nunca fui um aluno exemplar ou acima da média. Talvez aquilo não fosse pra mim. Foi aí que ele, para exemplificar, falou que, com a nota que eu havia obtido no concurso da ANP, eu teria passado para a Receita Federal. Não vou entrar aqui na comparação entre uma prova para a ANP e uma prova para a RFB. Fato é que naquele momento isso me motivou muito e ele não precisou dizer mais nada. Começava ali meus estudos para a RFB.
Adquiri os materiais indicados e na semana seguinte já estava recebendo minha primeira meta. Fiquei surpreso, pois tudo ia correndo muito tranquilo. Os materiais explicavam bem e revisitei assuntos básicos de Matemática e Português. Alguns deles nunca havia aprendido de verdade. E os Direitos? Estava gostando também, tirando a quantidade de conteúdo. As dúvidas que surgiam acabavam sendo sanadas nos exercícios e, se não tivesse jeito, mandava email pedindo socorro pro Fabrício que ele dava um jeito de me ajudar. Foi tudo correndo bem e consegui terminar a maioria das matérias básicas. Saiu então o concurso para Auditor Fiscal de Goiás. Não era exatamente o que eu queria, mas, por experiência, meu consultor recomendou que eu fizesse a prova. Primeira decepção. Fui pra prova achando que estava preparado e com a certeza de que estava brigando no pelotão da frente. Que nada. Achei a prova muito complexa. O tempo passou voando e me enrolei com questões que não eram difíceis. Fui muito mal mesmo. Não cheguei a ser eliminado, mas o desempenho foi muito aquém do que eu esperava.
Quando saí da prova, foi inevitável o pensamento de “É, acho que isso não é pra mim não. Aqui o buraco é mais embaixo”. A cabeça já estava pensando em desistir. Comecei então a observar os concurseiros mais experientes na saída da prova, no hall do hotel, no barzinho. A maioria falando que tinha ido mal. Alguns gabaritando Contabilidade e sendo eliminados em “História de Goiás”. Aquilo foi me consolando. No dia seguinte já estava voltando para casa com o fôlego renovado e sabendo que eu estava sendo acompanhado por pessoas que já tinham passado por isso. Naquele momento, salvo engano, a LS era a consultoria que mais tinha alunos aprovados e a equipe de consultores/auditores notadamente tinha credibilidade. Se eles estavam dizendo que daria certo, provavelmente daria.
Tirei um dia de folga e já voltei para os estudos. Depois vieram ICMS-SC, ICMS-RS, ISS-SJRP, entre outras. Embora aprovado, não fiquei dentro das vagas em nenhuma delas. Mas agora tinha uma linha do tempo para analisar e era clara a minha evolução. As notas só iam aumentando. Comecei a ter as discursivas corrigidas. Ficava cada vez mais nítido que ia começar a bater na trave e uma hora a bola ia entrar. Óbvio que não era tudo lindo. Às vezes batia aquela insegurança e ansiedade. Era complicado, pois embora estivesse cada vez mais perto, nada e nem ninguém podia me garantir que a aprovação viria nesse ou naquele concurso. Nem se ela realmente viria.
No final de 2019 e início de 2020, pouco antes da chegada da pandemia, fiz em sequência as provas do ICMS-AL e ICMS-DF. Foram minhas primeiras provas no estilo “Certo / Errado” da Cespe. Foi um baque. Vi minha nota cair de 80/90% para casa dos 60%. Sabia que cairia pelo estilo de prova ser diferente. Mas em termos de classificação, fiquei bastante decepcionado.
Nesse momento, fiquei me perguntando o que estava errado. O que eu poderia fazer de diferente. Estava bastante abalado e acabei optando por suspender a consultoria com a LS e tentar algo novo. Durante 1 ano fui orientado por outra equipe de consultoria (que também me acrescentou bastante), até que decidi encerrar o acompanhamento e tentar seguir sozinho. Acreditava que talvez aqueles anos de estudo com acompanhamento e a experiência acumulada nas provas e nas matérias me faziam capaz de montar meu próprio planejamento e ir fazendo minhas adaptações “no feeling”. Deu certo.
Seis meses depois, acabei aprovado no ICMS-ES, com a tão temida banca FGV. Foi realmente surpreendente. Eu fazia as contas e simulações para tentar ficar dentro do Cadastro de Reserva (104) e belo dia acordei com uma mensagem do Fabrício com o link do resultado da primeira fase. Meu nome estava como 15º colocado. Semanas depois, mais uma mensagem do pé quente: 9º colocado (com o resultado da discursiva). Era oficial. Estava dentro das vagas!
Foram inúmeras mensagens de parabéns, convite para grupo dos aprovados, entrevistas etc. Muito gratificante. Tudo foi ficando mais leve. Que venham as próximas!
Se me perguntarem o que foi fundamental para a minha aprovação, digo: tudo! A orientação de uma boa equipe, a utilização de bons materiais, a dedicação, a persistência e, sobretudo, a maturidade adquirida durante esse período. Uma boa conversa com os familiares também é importante para que saibam do seu projeto e para que respeitem essa etapa. Sem essa combinação, talvez tivesse desistido na minha primeira prova.
Por fim, gostaria de deixar uma mensagem aos futuros colegas que ainda estão na luta: Não tenham medo. Não desistam. Não desanimem. Sigam seu planejamento e saibam que cada hora de estudo faz sentido e tem um propósito. Nessa caminhada, as grandes conquistas acontecem em silêncio. Pode demorar um pouco mais do que você imaginou. Pode demorar bem menos. Uma hora os astros se alinham e aí… Esqueeeeece!!
Abraço a todos.
Vitor Mury.