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Aluno nomeado para Auditor Fiscal da SEFAZ AM

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Meu nome é Rafael Leite, tenho 30 anos e sou Capitão-Tenente da Marinha do Brasil. Hoje vou compartilhar com vocês a minha história nos concursos públicos. 

Meus pais são concursados e sempre tiveram esta estabilidade e segurança do serviço público, sendo um motivo de inspiração/influência desde sempre.

Minha jornada nos concursos começou em 2005, quando resolvi fazer (minha mãe mandou, na verdade kkk) o concurso de admissão ao Colégio Militar de Juiz de Fora (CMJF). Após um ano de “cursinho”, eu passei em 7º lugar.

Já em 2009, após influência de amigos do CMJF, prestei o concurso de admissão ao Colégio Naval, em Angra dos Reis. Novamente, após um ano de “cursinho”, acabei entrando na 184º posição.

Em 2016, no quarto ano de Escola Naval (EN), percebi que a carreira naval exigia muito de seus militares, muitas vezes abdicando de momentos importantes com a família e amigos, como aniversários, bodas de casamento dos pais e Natal, em prol de missões da instituição. Foi então que comecei a pesquisar sobre as áreas dos concursos públicos, quais as remunerações envolvidas e, principalmente, quais me dariam uma qualidade de vida e tempo com as pessoas que eu amo. Dessa forma, cheguei à carreira de Auditor Fiscal.

Foi então que comecei a estudar, nesse mesmo ano, para a área fiscal. Desde aquela época, já se falava na LS concursos. Havia alguns aspirantes que já assinavam essa consultoria e fizeram a indicação. Como o dinheiro era curto naquele período, eu pegava alguns “bizus” com os colegas, e via que realmente o serviço prestado pela LS era de muita qualidade, mas eu ainda não tinha tomado a decisão de contratá-los. Muitas vezes eu imprimia os materiais disponibilizados pelos amigos e estudava-os durante as aulas, mas nos finais de semana sempre saía para festas e não me dedicava exclusivamente aos estudos.

Em 2017, depois de me formar, tomei a decisão de assinar efetivamente os serviços da LS Consultoria. Foi daí que conheci o famoso (rs) Thiago Castro. Acredito que, como a maioria que estuda para concursos e trabalha, eu não tinha muito tempo para gerenciar todo meu cronograma de estudos, verificar quais os materiais eram de qualidade, quais professores são bons, qual método de ensino é melhor para cada matéria. E, graças a Deus, o Thiago fazia isso por mim. O meu papel era “simplesmente” fazer o maior número possível de HBC (horas de bunda na cadeira). Ainda nesse ano, após formado na EN, a Marinha me enviou, então Guarda-Marinha, para uma viagem de instrução, de aproximadamente 5 meses, por todo o mundo. Longe de reclamações, mas isso também prejudicou meus estudos. O que eu podia fazer, naquele momento, era estudar dentro do navio, quando possível. Privado de internet, o Thiago me mandou baixar o maior número de aulas em PDF possível e fazer o que desse, sempre “fazendo o melhor que você pode, nas condições que você tem, até ter condições melhores de fazer melhor ainda!”

Em 2018, após a volta dessa viagem e mais um ano de estudo, apareceu a primeira oportunidade de prestar o concurso público para a área fiscal, a SEFAZ-GO (na verdade eu já tinha feito o ISS Juiz de Fora em 2016, com 4 meses de estudo, mas não valeu hahaha). Meus amigos sempre falaram que sou inteligente e, alinhado à confiança de passar em 2 concursos públicos quando mais novo, esse concurso “era pra mim”. Na verdade, isso não foi suficiente, pelo contrário. Tomei uma surra da FCC, não consegui terminar a prova no tempo e fui eliminado em “Realidade do Estado de Goiás” (algo assim). Fiquei devastado, sem rumo. Para retomar aos estudos demorei um tempo. E aí vai a primeira lição aprendida: capacidade de resiliência (capacidade de retomar à forma original após ter sido submetido a uma deformação).

Ainda em 2018, como uma nova oportunidade, veio a SEFAZ-SC. Mesmo abalado pela eliminação na SEFAZ-GO, fui prestar o concurso. Naquele momento, longe de me sentir preparado, inseguro com o que tinha acontecido, ainda tive mais um problema. Tive crise renal no dia anterior e passei perrengue na prova. Daí vão a segunda e a terceira lições: lidar com a insegurança pré-prova (nós nunca estaremos 100% prontos, nem nossos concorrentes) e sempre levar remédios e casaco para o local de prova (isso trará conforto e evita algum problema externo no local da prova).

Em 2019, com a SEFAZ-RS, agora com a banca Cebraspe/Cespe, eu já estava mais calejado diante de todas as não aprovações anteriores e um intenso trabalho mental de não desistir, de não achar que “aquilo não era pra mim”. Mas cometi um erro de principiante, estudei para a prova com as questões feitas pela banca FCC, a qual foi a organizadora dos outros 2 concursos que eu havia prestado. Resultado: chegou na hora da prova e o estilo de cobrança foi totalmente diferente e eu me ferrei. Quarta lição: a banca organizadora faz toda a diferença, tanto no estilo, quanto no foco do assunto em que são cobradas as questões. Após a definição da banca do concurso que você quer prestar, estude só pelas questões que ela elaborou.

Em 2021, com a SEFAZ-RR, eu já estava mais experiente e mais confiante. Mas ainda sentia a pressão de estar há 5 anos estudando e não ter passado em nenhum concurso. Nessa prova, fiquei no CR e vi alguns colegas, também da EN, que começaram a estudar depois de mim, passarem dentro das vagas. Isso me abalou bastante. Novamente veio aquele sentimento de “isso não é pra mim”, “não sou capaz”. Mas, no fim, eu sempre via aquela figura do homem cavando na mina e o ouro do lado dele, a um palmo de areia de distância. Eu sabia que pelo menos metade do caminho já tinha se passado e desistir não era mais uma opção. E aí vai a quinta lição: não faça comparações com os outros, foque apenas em você!

Em 2022, com a SEFAZ-AM (a qual me faz escrever este depoimento), foi diferente. Eu não ligava mais para não ser aprovado, só sabia que eu tinha que continuar estudando e que uma hora eu iria passar. Já não ligava para piadas dos amigos e nem para a cobrança/pressão de ninguém. A curiosidade foi que nesse período eu estava fazendo uma pós-graduação pela Marinha e, como as matérias eram semelhantes, acabei ficando em 6º lugar. Nesse mesmo período, dentro da Marinha, conheci uma garota linda, que hoje virou a minha esposa (hehehe). Foi também nesse período que tomei remédio para estudar, para conciliar o estudo para concursos e também me dedicar à pós-graduação da Marinha. E a sexta lição é: acredite em si mesmo, acredite em Deus e nos propósitos que Ele tem para sua vida.

Nesse concurso fiquei em 60º lugar, mas eram 48 vagas para a ampla concorrência. Eu estava cada vez mais perto. Eu ainda cheguei a prestar outros concursos (“só para depois da posse!”), como o de SEFAZ-MG em 2023, em que fiquei em 350 e alguma coisa, com 271 vagas disponíveis). 

O concurso da SEFAZ-AM foi aquele em que houve uma falha da banca FGV, trocando uma matéria prevista no Edital (Administração), por outra na hora da prova (Raciocínio Lógico), e que ficou “travado” por um tempo, apesar de o problema não ter sido no meu cargo diretamente. À medida em que as nomeações começaram a acontecer (acredito que em 2024, não lembro exatamente) e que os candidatos não tomavam posse, foi ficando cada vez mais crível a minha nomeação. A sétima lição é que, depois da prova, do resultado preliminar, do resultado definitivo, da homologação do concurso, até a nomeação, ainda tem “muito chão” pela frente. Lidar com a ansiedade e a expectativa de ser nomeado, bem como com a frustração da demora, é primordial. E até lá, continue estudando, não se prenda a um bom resultado, só pare de estudar quando a nomeação chegar, caso seja este o concurso que você queira.

Diante de toda essa trajetória, com 9 anos de estudo, mais de 20 concursos prestados, algumas eliminações, alguns cadastros reserva, ainda posso deixar algumas dicas: cadastro reserva também é uma vitória, a “fila” anda muito rápido; tenha uma rede de apoio de amigos/família, pois a caminhada é dura; fale de concurso o tempo todo, respire isso, troque experiências, faça amizades, tente deixar o processo menos árduo; e não conte seus objetivos para aqueles em quem você não confia, isso só trará mais cobrança/pressão de outros que não se importam com você. Quem se importa dará força, não cobrança.

Nesse passar dos anos, acompanhei todo o aprimoramento da LS Concursos: criação de um sistema digital de acompanhamento dos alunos, métricas e indicadores de estudos para guiar nos pontos de melhoria, webnares, aulas de revisão, apoio psicológico, criação de materiais auxiliares com jurisprudências e mapas de calor com os principais assuntos, enfim, uma série de vantagens para seus alunos. Pude perceber que a minha alegria se tornava a alegria deles também, muito na pessoa do Thiago Castro (o melhor de todos os tempos rs).

Com todas essas ferramentas e experiências, eu comecei a estudar menos horas por dia, melhorando o meu desempenho nas provas e cada vez mais perto das aprovações. Óbvio que nem tudo são flores. Nesse meio tempo parei de estudar e voltei, atrasei várias e várias metas, tomei muito esporro do Thiago Castro (hahaha), mas aprendi a curtir (ou ao menos tolerar) o processo, fiz muitas amizades, conheci muitas cidades (ou pelo menos as lanchonetes próximas ao local de provas). 

Hoje estou aqui escrevendo este depoimento, com o qual sonhei acordado várias vezes em fazer. Caiu a ficha, agora é real!

Não menos importante, agradeço a minha família, minha esposa, meus amigos e a LS, na pessoa do Thiago Castro, que fizeram esse sonho ser possível. Espero que você, lendo este depoimento, possa se inspirar e tomar o rumo dos seus sonhos! Só não passa quem para de estudar! FA

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