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Aprovada em 7° lugar na Sefaz DF

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Olá! Me chamo Fernanda, tenho 27 anos, sou formada em direito, moro em Salvador-BA, e fui aprovada em 7º lugar para o cargo de Auditor Fiscal da Receita do Distrito Federal.

Quando entrei na faculdade de direito, já pensava em prestar concurso, só não sabia ainda para qual cargo. No decorrer do curso, fiz alguns concursos para estágio e acabei trabalhando na Defensoria Pública da União e na Justiça Federal. Pensei em prestar concurso para a DPU durante muito tempo, mas, no final da faculdade, quando comecei a estudar Direito Tributário, passei a me interessar pela área fiscal. 

Comecei a estudar no final de 2017, com a ajuda de meu irmão, que também é Auditor Fiscal. Foi ele quem inicialmente me ensinou a estudar para concurso, montou meu ciclo de estudos e me deu todas as dicas necessárias para esse começo. Deixo aqui meu agradecimento a ele, que sempre me deu todo o suporte e me inspirou a seguir essa carreira, e aos meus pais, que me apoiaram incondicionalmente e foram essenciais nessa jornada. Eu tenho muita sorte de tê-los em minha vida! 

O início dos estudos foi bem difícil, já que eu não era acostumada a estudar dessa forma na faculdade (acho que ninguém). Eu não conseguia estudar muitas horas por dia e sempre me desconcentrava, mas é a constância que faz você evoluir e aos pouquinhos eu fui conseguindo aumentar meu ritmo e encontrar a quantidade de horas líquidas ideal para mim. Acho isso bem pessoal e penso que o importante é dar o seu melhor e conseguir estudar com qualidade. Porém, acho essencial que haja um controle, um gerenciamento, pois só assim você vai conseguir evoluir.

Eu costumava estabelecer uma meta semanal de horas líquidas de estudo. A meta diária existia, mas, caso eu não conseguisse alcançá-la em um dia, poderia aumentar a carga horária dos dias seguintes.

Em 2018, tive o meu primeiro “teste”, que foi o concurso para Auditor Fiscal de Goiás. Tive um pós-edital relativamente tranquilo, já que não me sentia “pressionada” a passar. Meu foco, desde o início, era o concurso para Auditor Fiscal da Bahia. Estudei muito, mas hoje vejo que ainda era bastante inexperiente. Consegui ficar no cadastro reserva, na 91ª colocação.  

Como existiam boatos de que o concurso da Bahia estava próximo de sair, acabei não fazendo o concurso da SEFAZ-SC e o da SEFAZ-RS, o que considero um erro, pois quando já se está competitivo (com uma boa base), as experiências que você adquire fazendo provas (e focando de verdade) são muito valiosas. Você passa a se conhecer melhor e a entender o que funciona ou não para você. 

O edital para o concurso de Auditor Fiscal da Bahia saiu apenas em 2019. Considero que tive vários erros nesse pós-edital. Como eu sempre quis permanecer na Bahia, essa era a prova, até então, mais importante da minha vida e eu quis dar tudo de mim. Eu praticamente não saí de casa em todo o pós-edital (3 meses), deixei de fazer atividade física e quase sempre não conseguia descansar completamente, pois sempre ficava pensando que eu deveria estudar mais e mais. 

Nesse período, tive algumas crises de estresse e ansiedade, o que nunca tinha acontecido antes. Quando o dia da prova chegou, eu já estava esgotada mentalmente. Além disso, acabei deixando as questões de Matemática e Estatística para o final. Resultado: diversos erros bobos por falta de atenção. Infelizmente, fiquei na 92ª colocação e não consegui ter a discursiva corrigida. 

O período pós-prova foi bem difícil, fiquei muito chateada, já que queria continuar morando em Salvador. Era o concurso dos meus sonhos e eu não sabia quando teria outra oportunidade como aquela novamente. Fiquei um bom tempo sem conseguir estudar no mesmo ritmo de antes.

Tudo o que eu queria era que saísse um novo edital para que eu pudesse tirar o foco da reprovação e pudesse, dessa vez, fazer diferente. Depois do pós-edital do concurso da Bahia, percebi a importância de se ter um bom planejamento e decidi que entraria na LS. Quando o edital do concurso do Distrito Federal saiu, fiquei um pouco assustada com a quantidade de matérias (21 no total), mas sabia que, ainda que eu não passasse nesse concurso, eu estaria mais próxima da minha aprovação se fizesse um ótimo pós-edital.

Mesmo com uma quantidade muito superior de matérias para estudar, graças à LS tive um pós-edital muito mais tranquilo do que o da Bahia, pois eu confiava no planejamento e me sentia mais à vontade para sair de casa, descansar e até viajar. Como eu tinha um pouco mais de 4 meses até a prova, fui aumentando gradativamente as minhas horas de estudo, justamente para não chegar na prova já cansada. 

Os meses de dezembro e janeiro foram os que eu mais estudei, mas, diferentemente do pós-edital da Bahia, eu não deixei de fazer atividade física (que descobri ser algo essencial na minha preparação) e não me sentia mal ao descansar, já que eu tinha segurança no método da LS. De fato, não basta estudar muito, é preciso estudar certo. Fui fazer a prova tranquila, consciente de que eu tinha dado o meu melhor.

Uma semana depois da prova do DF, mesmo sem estudar especificamente para ele, fiz o concurso de Alagoas, para o cargo de Auditor de Finanças e Controle. A prova discursiva seria um dia após à objetiva e eu queria passar por essa experiência (já pensando na segunda fase do DF). Consegui ter a discursiva corrigida, mas fiquei na 47ª posição, fora das vagas imediatas. 

Quando o resultado da primeira fase do DF saiu, foi indescritível. Eu não esperava, mas consegui ficar na 9ª colocação! Fiquei bem desanimada depois que o concurso foi suspenso (até março de 2021), mas logo mudei o foco e resolvi estudar para o concurso de Auditor Fiscal de Aracaju, que aconteceria ainda em 2020. Por decisão judicial, dois dias antes da data marcada para a realização da prova, o concurso também foi suspenso.

Foi um balde de água fria, porém, logo em janeiro de 2021, voltei a focar exclusivamente no concurso do DF. A segunda fase foi um pouco mais tranquila, já que a quantidade de matérias era menor, mas, em compensação, eu tinha muito medo de não conseguir me manter dentro das vagas, por isso me sentia um pouco mais pressionada. 

Depois da prova, fiquei bem mal, pois achava que não tinha ido bem e que ficaria fora das vagas imediatas. Foram dias terríveis. Quando o resultado saiu, eu nem acreditei. Eu tinha conseguido subir posições! Tirei um peso enooorme das minhas costas. 

Agradeço muito à LS, que realmente foi um diferencial na minha preparação, e, especialmente, à Pâmela e à Ana Karla, que foram as minhas consultoras nesse período. Muito obrigada a vocês por toda atenção, paciência e prontidão. 

Por fim, digo que é preciso ter paciência, entender que estudar para concursos é um processo. Não podemos querer resultados imediatos. A reprovação faz parte dessa jornada e é preciso aprender com ela, ser crítico e entender o que precisa ser melhorado. Nem sempre o que funciona para uma pessoa, vai funcionar para você e só você vai poder reconhecer isso. Experimente, faça testes, se conheça e dê o seu melhor, vai dar certo!

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